HISTÓRIA DA ARTE

PRODUÇÃO UNIVERSAL DA HISTÓRIA DAS ARTES VISUAIS
Objetivos:

    Conhecer e utilizar os códigos da linguagem  das artes visuais como um meio não  só de concretizar o que se quer expressar e comunicar, mas, também como forma de ler e reconhecer os objetos da produção artística da humanidade.  
Entender como esses objetos foram sendo deslocados de sua função original, retirado sua funcionalidade e  passado a  ser visto como uma obra ou  objeto artístico, rompendo assim com  preceitos artísticos já existentes.
Compreender como esses materiais passam  a ser incorporados nas representações plásticas, como suporte ou  elemento integrante de uma pintura. (Colagens e Assemblagens)
Problematizar a duração do produto artístico, devido aos seus materiais, sua manutenção/preservação e restauração desses trabalhos.
Abordar a autoria da obra de arte, as questões do belo, da arte efêmera, das novas linguagens.(Embora estas vão ser mais aprofundadas depois)
Sondar os alunos sobre os suportes, materiais  que lhes são familiares, assim como os conceitos que  possuem sobre esses temas, e as novas linguagens que estes conhecem.
Pensar  o resultado estético, o estranhamento causado, o emprego de temáticas ou não nessas obras.
Começar a ver a arte como resultado das transformações políticas, sociais econômicas e ecológicas. 
Refletir sobre o excesso, o desperdício, fruto de uma sociedade  capitalista, de  um processo industrial, e  na consciência de alguns artistas em abordar esses temas em suas poéticas.
 
DESMATERIALIZAÇÃO/INTERVENÇÕES EM ESPAÇOS PÚBLICOS
Objetivos:

Conhecer novas linguagens e suas relações com o espaço;
Dialogar com a obra e com o discurso elaborado pelo artista;
Compreender que a arte não se submete a mimesis, as formas convencionais de representação;
Interagir com essas formas de produção, assim como  o público é convidado a participar, desempenhando um papel mais atuante na produção apresentada, já que muitas vezes este entra  dentro do espaço da obra.
Entender  os novos paradigmas propostos por estas linguagens;
Perceber a necessidade de conhecer os códigos da linguagem visual, já que arte é  conhecimento.
Ampliar seu repertório visual.
Entrar em contato com as propostas desses novos artistas, brasileiros ou não.
Estabelecer relações  entre a desmaterialização dessas propostas com a nossa sociedade, de consumo, onde recebemos inúmeras informações e em pouco tempo.
Pensar   como o homem vem interferindo na natureza (land art), dentro de um processo histórico,  em como as imagens nos atingem ou  são ignoradas.
Sensibilizar-se com essas novas propostas, que utilizam muitas vezes de diferentes estímulos para tocar o espectador, como olfato, tato, visão, audição ou  mesmo o paladar, criando experiências, memórias, impactos no corpo do espectador.
Tornar o individuo mais atuante, menos entorpecido, alienado...
 
BELO/NATURALISMO
Objetivos:  

Entender que o Naturalismo nem sempre foi um parâmetro estético para definir o que é arte.
Reconhecer na obra de  Marcel Duchamp as  mudanças propostas por este no inicio do século XX, que deram origem a quase toda mudança nas artes visuais ocorrida a partir dos anos 60.
Reavaliar conceitos estéticos;
Ver diferentes períodos da história da arte e como  muitos destes não se baseavam nos conceitos miméticos.
Conhecer  essas diferenças,  para compreender que a história da arte não se deu de forma homogênea, mas é fruto de transformações  de seu tempo.
Entrar em contato com essas novas propostas, como o estranhamento, o fato de muitas imagens incomodarem, perturbarem e questionarem.
Reconhecer o artista como um pesquisador, que reflete e questiona o meio em que vive.
Introduzir ainda que suavemente o fato de que a arte estava atrelada a religião ou como um instrumento político em diferentes períodos.
A importância da fotografia na libertação do gesto do artista, da cópia fiel da realidade.
Refletir sobre  os processos de produção artística, sua função social e seu valor no mercado. 

O CORPO
Objetivos:

Pensar o corpo como uma construção histórica, assim como o seu conceito de belo;
Conceber o  corpo como suporte, como exemplo a obra da artista Orlan;
Conhecer o movimento Body Art, performance, hiper-realismo, expressionismo, cubismo, impressionismo,  pintura acadêmica...
Refletir sobre as representações do corpo, de modo estético, mas também social, como no caso da  Dora Longo Bahia, ou de Alex Flemming que  utilizam o corpo como denuncia de  crimes cometidos contra um individuo ou como  conflitos geográficos.
O naturalismo e a imagem do corpo de modo desfragmentado.
Interpretar  o corpo representado na atualidade, que difere daquele que aparece na tv, na publicidade e artistas usam corpos  obesos, deficientes, imagens que fogem de um padrão de beleza estético imposto pela sociedade.
Analisar o corpo como um campo de batalha,  a decomposição, a deformação,  a monstruosidade de algumas imagens como fruto da guerra, da destruição.
Apreender que a arte reflete a  uma intencionalidade;
Compreender que uma  imagem pode  levar a diferentes leituras, significados.
Apropriar-se dos  conhecimentos  assimilados em sua produção artística nas aulas de desenho e pintura.
Entender que  em diferentes períodos históricos o artista tinha que se adaptar as regras  da utilização dos elementos da linguagem visual.
O corpo como signo. 

RUPTURAS
Objetivos:

 Associar as mudanças estéticas ocorridas como  sendo o resultado das mudanças sociais, políticas, econômicas e culturais  de uma determinada cultura.
Conhecer as alterações  ocorridas no renascimento, não apenas as estéticas, de  ordem formal, mas como uma necessidade do homem justificar  e implantar as novas mudanças.
Começar a  identificar o modernismo e alguns  movimentos que o compunham. 
Distinguir diferentes estilos estéticos.
Perceber  como a arte esta associada a questões religiosas ou políticas. Onde o artista não esta isento  de suas opções.
Entender a técnica dos afrescos.
Compreender essas necessidades de mudanças/rupturas;
Assimilar essa necessidade do homem não se acomodar, buscando novas formas de expressar-se.
Analisar as influências que o modernismo Europeu  influenciou a arte moderna brasileira. E  o modo como os críticos reagiram  a semana de arte moderna.
Entrar em contato com  os artistas que aderiram a semana de 1922.
Ampliar o repertório visual e estético.
Apropriar-se das produções já realizadas anteriormente pelo homem em diferentes momentos.
Identificar os movimentos  de vanguardas européias que influenciaram os artistas brasileiros, tanto na primeira fase do modernismo, quanto na segunda fase.
Diferenciar estas fases.
Entrar em contato com  a produção de Anita, Tarcila, Lasar Segal, Di Cavalcanti, Portinari, Flavio de Carvalho entre outros que fizeram parte da arte brasileira na primeira metade do  século XX.

SINGULARIDADES POÉTICAS
Objetivos:

Pesquisar  sobre a produção de um artista plástico contemporâneo brasileiro;
Ampliar o repertório visual;
Entrar em contato com diferentes preocupações estéticas,  linguagens diversas, suportes e resultados bem distintos.
Relacionar a produção plástica desses artistas como fruto de pesquisas desenvolvidas, que  tem como temáticas e soluções diferentes as suas composições.
Conhecer o processo criativo, conhecer um pouco da história desses artistas e relacionar estes com suas produções, e com os conhecimentos já assimilados.
Empregar a linguagem técnica na socialização de sua pesquisa.
Construir uma representação plástica para expressar sua apropriação dos códigos  visuais desenvolvidos pelos artistas.
Estabelecer relações  entre  sua produção poética e a do artista apresentado. (estudos).
Expressar verbalmente uma imagem ou mais imagens.
Distinguir bem os conceitos já vistos, como suporte, material, tema, linguagem,  especificidades  características do artista pesquisado.

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